Juros do rotativo do cartão, quanto fica

No rotativo, R$ 1.000 viram perto de R$ 1.159 em um mês, com juros e IOF. Sem pagar nada, entre juros, multa e atraso, a dívida pode chegar a R$ 2.016, o teto da lei mais o IOF, em cerca de 5 meses.
O saldo só pode ficar um mês no rotativo. Depois, o banco pode parcelar o que sobrou, com juros menores.
Juros do rotativo de 15,29% ao mês.
Taxa média do rotativo do cartão em setembro de 2026, 15,29% ao mês, segundo o Banco Central.

Rotativo é o que acontece quando você paga menos que o total da fatura. O que faltou passa para o mês seguinte com a taxa mais alta do mercado, 15,29% ao mês em média, ou 451% ao ano.
A conta soma os juros e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), imposto cobrado em todo crédito de pessoa física. A lei limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida.
Quanto fica uma dívida de 500 reais no rotativo?
No rotativo, R$ 500 viram perto de R$ 580 em um mês, com juros e IOF. Sem pagar nada, entre juros, multa e atraso, a dívida pode chegar a R$ 1.008, o teto da lei mais o IOF, em cerca de 5 meses.
Só no primeiro mês, juros e IOF somam R$ 80.
Vale a pena deixar a fatura no rotativo?
Não vale a pena se você tiver outra saída. Parcelar a fatura custa em média 9,37% ao mês, e o crédito pessoal 6,42% ao mês.
Quem tem carteira assinada ainda pode olhar o Crédito do Trabalhador, com média de 3,75% ao mês. A parcela é descontada direto do salário.
Como esta conta é feita
Os juros do mês são a taxa média do rotativo sobre o valor que ficou sem pagar.
O IOF é de 0,38% sobre o valor mais 0,0082% por dia, contados até um ano. O primeiro mês usa 30 dias, e o valor máximo soma os dias até a dívida chegar ao teto.
O teto soma ao valor original juros e encargos de até 100% dele, como manda a lei. O IOF fica fora desse limite.
A taxa é a média do Banco Central para o rotativo do cartão.
O que acontece se eu não pagar nada da fatura?
A dívida entra em atraso e passa a ter multa e juros de atraso, além dos juros do cartão. Mesmo assim, juros e encargos param em 100% do valor original.
Numa fatura de R$ 1.000, isso quer dizer que a dívida não passa de R$ 2.000, fora o IOF. Se não der para pagar tudo, parcelar logo sai bem mais barato que deixar correr.