Plano para quitar as dívidas

Você fica livre das dívidas em novembro de 2027.
Daqui a 1 ano, pagando R$ 1.200 por mês.
Hoje você deve R$ 9.000. Até o fim, paga
R$ 13.326R$ 4.326 só de juros
Quando cada dívida acaba
- Só a parcela
- Parcela e o que sobra
Por que nessa ordem. Você paga a parcela de todas e põe o que sobra primeiro no cartão, que cobra 9,37% ao mês. Depois vêm o cheque especial (7,53%) e o empréstimo (6,42%). Quando uma acaba, o que ia para ela passa para a próxima.
Pagando só a parcela de cada uma, você fica livre em junho de 2029 e paga R$ 8.420 de juros. Mantendo os R$ 1.200 todo mês, você deixa de pagar R$ 4.094.
Juros médios de setembro de 2026 medidos pelo Banco Central, 9,37% ao mês no cartão parcelado, 7,53% ao mês no cheque especial e 6,42% ao mês no empréstimo pessoal.

Com R$ 1.200 por mês, o plano paga a parcela de todas as dívidas e põe o resto na que cobra os juros mais altos. Quando ela acaba, o dinheiro que ia para ela passa para a próxima. Assim você mantém o mesmo valor todo mês até o fim, e o último mês sai menor.
O que mais muda o resultado é o valor do mês. Cada real a mais encurta o prazo e corta juros.
Qual dívida pagar primeiro?
A que cobra os juros mais altos, quase sempre o cartão, com média de 9,37% ao mês no parcelamento da fatura. Depois vêm o cheque especial, com 7,53% ao mês, e o empréstimo pessoal, com 6,42% ao mês.
O consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com 1,76% ao mês, fica por último. O tamanho da dívida não muda a ordem. A exceção é o cartão, porque os juros dele param quando somam o valor da dívida. Quando isso compensa, a conta deixa o cartão para depois desde o começo.
Bola de neve ou avalanche, qual é melhor?
A avalanche paga primeiro a dívida de juros mais altos. A bola de neve paga primeiro a menor dívida, para você ver uma delas acabar logo. Quase sempre a avalanche paga menos juros, e a diferença cresce quando a dívida mais cara é grande.
Se ver uma dívida sumir cedo ajuda você a não desistir, a bola de neve também funciona.
Vale pagar só a parcela de cada dívida?
O exemplo desta página tem cartão de R$ 3.000, empréstimo de R$ 5.000 e cheque especial de R$ 1.000. Se você pagar só a parcela de cada uma, sem passar adiante o dinheiro de quem acaba, fica 2 anos e 7 meses devendo e paga R$ 8.420 de juros.
Com o plano e R$ 1.200 por mês, você fica livre em 1 ano e paga R$ 4.326 de juros. São R$ 4.094 a menos. Quase toda a diferença vem de manter os R$ 1.200 todo mês quando uma dívida acaba.
E se o dinheiro do mês não cobre nem os juros?
Aí a dívida cresce todo mês, mesmo pagando. A página mostra quanto falta para ela parar de crescer. Com esse número na mão, troque a dívida mais cara por uma mais barata.
Para quem tem carteira assinada ou benefício do INSS, um consignado ou o Crédito do Trabalhador cobram bem menos que o cartão e o cheque especial. Se a dívida está atrasada há muito tempo, veja se ela entra no Desenrola, o programa do governo que renegocia dívidas com desconto.
Vale pegar um empréstimo para quitar as outras dívidas?
Vale quando os juros do empréstimo novo são menores que os das dívidas que ele quita e você não volta a usar o cartão e o cheque especial.
Trocar o cartão de 9,37% ao mês pelo consignado do INSS de 1,76% ao mês corta os juros a menos de um quarto. Trocar por um empréstimo pessoal de 6,42% ao mês ajuda pouco.
Como esta conta é feita
A conta anda mês a mês. Primeiro cada dívida cobra os juros do mês sobre o que falta, depois entram os pagamentos.
Quando você não informa os juros, a conta usa a média do Banco Central para cada tipo de dívida. No cartão é a taxa do parcelamento da fatura, porque a fatura que não é paga inteira só pode ficar um mês nos juros do cartão antes de virar parcelamento.
Quando você não informa a parcela, a conta usa a parcela fixa que quitaria a dívida de hoje no prazo médio medido pelo Banco Central. São 7 meses no cartão parcelado, 31 no empréstimo pessoal e 93 no consignado do INSS. Para o cheque especial, a loja e outras dívidas, a conta usa 1 ano.
No cartão, a lei limita os juros a 100% do valor original da dívida. A conta supõe que a dívida de hoje ainda não pagou juros e para de somar quando chega nesse limite. No cheque especial, o limite é de 8% ao mês.
A conta não soma o imposto do empréstimo, a multa nem os juros de atraso.